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Cozinhas comunitárias vão gerar empregos para famílias desabrigadas

m Rio Largo, onde cozinha será inaugurada no próximo dia 25, trinta trabalhadores serão aproveitados no preparo das 840 refeições que serão fornecidas diariamente entre as famílias

Cozinhas comunitárias vão gerar empregos para famílias desabrigadas

Em Rio Largo, todos os equipamentos já estão instalados e prontos para o uso (Foto: Neno Canuto)

Ronaldo Lima

As famílias vítimas da enchente ocorrida em junho do ano pasado, no município de Rio Largo, que estão instaladas em barracas de lona no acampamento provisório, na Mata do Rolo, passam a contar, a partir do dia 25 deste mês, com cozinhas comunitárias montadas para o preparo de toda alimentação que hoje é fornecida pelo Governo em embalagens térmicas (quentinhas). Todos os equipamentos já estão instalados e prontos para o uso.

Outro benefício anunciado pelo Governo é de que toda mão de obra que será contratada pela empresa vencedora da licitação será da própria comunidade, contemplando assim as famílias que estão desempregadas e morando no acampamento. Inicialmente, como informa um dos representantes da empresa responsável pela administração da cozinha, serão aproveitados 30 trabalhadores no preparo das 840 refeições que serão fornecidas diariamente para as famílias.

Contêineres plásticos, freezers horizontais, monoblocos, fogões industriais e utensílios de cozinha já estão em Alagoas à disposição do Governo. Todos os equipamentos foram adquiridos pela Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), com os recursos viabilizados junto ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

As cozinhas servirão diariamente as três refeições e funcionarão paralelamente com as cozinhas auxiliares que vão atender às demandas extras da comunidade, como por exemplo, a preparação de um chá ou mamadeira para as crianças que vivem nos acampamentos provisórios.

Capacitação - A secretaria municipal de Assistência Social de Rio Largo, por meio de uma equipe técnica, fez o cadastro de todas as famílias que vivem no acampamento para identificar o perfil de cada um e promoveu um curso de capacitação de produção de alimentos, em parceria com o Serviço Nacional de Comércio (Senac). “A iniciativa teve como finalidade preparar as pessoas para o mercado de trabalho para que pudessem ser aproveitas na própria cozinha comunitária”, afirma a secretária Dione Moura.

Dona Rosemeire Lopes da Silva, que mora no acampamento com o marido e dois filhos menores, é uma das 60 pessoas que participaram do curso de Produção de Alimentos promovido por meio de uma parceria entre o Senac e a Prefeitura de Rio Largo, e que teve como principal objetivo abordar a manipulação e o armazenamento de alimentos. “Fiquei sabendo pela administração do acampamento e fiz minha inscrição no curso”, informou Rosemeire.

Segundo ela, o curso oferecido às famílias foi uma benção na vida dela. “Nos 15 dias em que participei do curso aprendi muitas coisas que não sabia. Agora já tenho consciência de como cuidar melhor dos alimentos e evitar a contaminação”, falou.

Já Elisângela Soares, solteira, mas com a responsabilidade de cuidar dos quatro filhos menores, não teve a mesma sorte. Só ficou sabendo da capacitação quando as vagas nas duas turmas já havia sido preenchidas pela Secretaria. “Perdi essa oportunidade mas acredito que da próxima turma vou participar”, afirmou confiante com sua filha caçula nos braços.

Enquanto passeava pelo acampamento, aguardando a hora de receber o café da noite, Elisângela foi conferir de perto a cozinha comunitária montada e ficou impressionada. “As panelas são grandes e o fogão também”. Para ela, as refeições que estão sendo servidas pelo Governo às famílias são de boa qualidade e não tem do que reclamar. “As quentinhas doadas pelo pessoal da administração chegam na hora certa e dá para todo mundo”, atestou Elisângela.

Graciele Elias Ferreira também foi uma das contempladas com o curso de produção de alimentos, e ainda comentava com as amigas como foi boa a experiência e a “comilança” dos pratos que eram preparados e servidos. “Foi uma experiência muito boa e uma chance que a gente teve de aprender muito mais sobre alimentação”, reconheceu.

Fruto de uma parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Governo de Alagoas vai subconveniar a gestão das 33 cozinhas comunitárias que vão fornecer alimentação para as famílias dos acampamentos provisórios de 13 municípios alagoanos atingidos pelas enchentes dos rios Mundaú e Paraíba.

Autoestima - Como informa Arabela Mendonça, coordenadora de Ações Socioassistenciais da Seads, o Governo solicitou das empresas de alimentos vencedoras das licitações que aproveitem a mão de obra de cada acampamento nas atividades das cozinhas comunitárias. “Além de movimentar a economia local, trabalha a autoestima das famílias que perderam tudo com a tragédia”.

Arabela explica, ainda, que trabalhando nas cozinhas comunitárias as famílias vão fortalecer o sentimento de pertença com relação ao equipamento social. “Além disso, o funcionamento das cozinhas comunitárias será trabalhado o direito humano à alimentação, garantindo os nutrientes às famílias”.

Cardápio - A determinação do Governo de Alagoas é que todas as empresas que vão administrar as cozinhas comunitárias privilegiem o cardápio apropriado e regional. Para cada acampamento, será contratado um profissional de nutrição para acompanhar a produção dos alimentos que vão ser servidos às famílias. Outra missão desses profissionais é realizar avaliações de como estão sendo feitos e a qualidade dos cardápios.

Somente para alimentar as 836 pessoas que atualmente residem no acampamento provisório na cidade de Rio Largo, serão necessários 1.300 quilos de alimentos servidos diariamente, em três refeições: café da manhã, almoço e jantar.

Priorizando as proteínas, cada família terá direito, no café da manhã e no jantar, a inhame, macaxeira, batata doce, cuscuz, sopa, leite, manteiga, pão, salsicha, ovo, frutas, pão e suco.

Para o almoço, que será servido no período das 11h30 às 14h, o cardápio será composto de feijão, arroz, macarrão, verduras, carne bovina e frango. A comida será servida em marmitas térmicas que já foram adquiridas pelo Governo. Mas de acordo com informação do representante da empresa de alimentos, Roberto Fiel, quem preferir ser servido em pratos será atendido.

“Vamos propor às famílias que eles possam utilizar seus próprios pratos e talheres para facilitar e evitar desperdícios”, afirmou Roberto. Segundo ele, a previsão de iniciar os trabalhos nas cozinhas comunitárias é na próxima sexta-feira (25), já que todos os equipamentos já estão à disposição da empresa.

Com recursos disponibilizados pelo governo federal, da ordem de R$ 11 milhões, o Governo de Alagoas está conseguindo construir 33 cozinhas comunitárias nas cidades de Rio Largo, Murici, União, Branquinha, Santana do Mundaú, União dos Palmares, São José da Laje, Jacuípe, Capela e Cajueiro.

Após a desativação dos acampamentos provisórios, quando o Governo fará a distribuição das 18 unidades habitacionais, as cozinhas comunitárias servirão para atividades de inclusão produtivas de fabricação de alimentos. Serão utilizadas, ainda, para cursos de auxiliar de cozinha e cozinheiro, bem como para atividades cooperativistas voltadas para fabricação de sopas, doces, entre outras.

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