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Obras em Rio Largo seguem em ritmo acelerado

No município, estão sendo construídos seis conjuntos residenciais, um total de 2.994 novas casas

Obras em Rio Largo seguem em ritmo acelerado

Obras da Reconstrução em Rio Largo estão avançadas (Foto: Ailton Cruz)

Ronaldo Lima

O ajudante de pedreiro Valter Domingos do Nascimento, que teve sua casa destruída na enchente do ano passado em Rio Largo, espera com expectativa e ansiedade a inauguração do conjunto residencial Bosque dos Palmares, que passará a ser seu novo endereço. Localizado às margens da BR-101, próximo ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, o conjunto terá 307 casas que serão destinadas às famílias desabrigadas pela enchente de junho de 2010.

Com recursos do governo federal, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, com apoio do governo de Alagoas, estão sendo construídas 2.994 unidades habitacionais na cidade de Rio Largo, distribuídas em seis conjuntos habitacionais. As obras no município foram iniciadas logo após as enchentes e a previsão é que as casas comecem a ser entregues a partir de outubro desse ano.

Apesar da dificuldade de contratação de mão de obra qualificada, como pedreiro, as obras em Rio Largo estão seguindo o calendário estabelecido entre a Caixa Econômica, o governo de Alagoas e as construtoras contratadas. “Tivemos muita dificuldade de encontrar trabalhadores capacitados na construção civil. Mesmo assim, a obra foi iniciada e estamos cumprindo o prazo determinado pelo governo”, atesta Bruno Lima, engenheiro da Construtora Assumpção, empresa responsável pelas 307 casas do conjunto Bosque dos Palmares.

Valter Domingos, que ficou desabrigado durante a enchente do Rio Mundaú, foi informado por um amigo que a construtora estava admitindo trabalhadores no canteiro de obra e não perdeu tempo. Foi tentar a sorte em uma atividade que jamais enfrentara: a da construção civil.
Trabalhador demitido de uma usina, Valter agora é ajudante de pedreiro com carteira registrada pela construtora e trabalha com entusiasmo nas obras do conjunto residencial, no qual passará a morar. “Estou cadastrado na prefeitura de Rio Largo, tenho minha carteira assinada e salário, agora só espero a hora de receber as chaves da minha nova casa”, comemora Valter Domingos, já pensando numa possível promoção na empresa onde trabalha atualmente.

De acordo com informação do engenheiro Bruno Lima, somente na construção do conjunto residencial Bosque dos Palmares foram abertos 170 novos postos de trabalho para vagas de pedreiro, mestre de obra, encarregado, ajudante, carpinteiro, eletricista, armador e vigilante.

Das 307 casas que estão sendo erguidas, 297 unidades medem 40 metros quadrados de área construída com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. As outras 10 casas medem 60 metros quadrados e serão destinadas às famílias com pessoas portadoras de deficiência física.
Empregos - No canteiro de obras do residencial Francisco Tavares Granja, o trabalho é intenso. Sob a coordenação do engenheiro Júnior Carvalhedo, os 300 trabalhadores contratados pela empresa demonstram um esforço sem tamanho para concluir, o mais rápido possível, as 502 unidades habitacionais.

Utilizando o método convencional construtivo, a empresa avança nas obras e já é possível verificar que em várias quadras do residencial as casas já estão em estágio de reboco. “Apesar da nossa dificuldade de conseguir profissionais qualificados para a obra, o nosso trabalho avança e está superando nossas expectativas”, destaca Carvalhedo, engenheiro responsável pela obra.

A estratégia adotada pela construtora, explica o engenheiro Carvalhedo, foi distribuir 35 duplas de pedreiros, com um servente cada, para que haja mais agilidade nos trabalhos. “Nossa metodologia vem dando certo e espero que não ocorra interrupção até o final do ano”, afirma Carvalhedo.

Das 502 unidades habitacionais em fase de conclusão no conjunto, 16 serão destinadas a pessoas com deficiência física. Cada casa terá 60 metros quadrados de área construída, com um terreno medindo 8 metros de frente por 20 metros de fundo. “Essas casas são dotadas de um espaço maior nos cômodos para facilitar a acessibilidade da pessoa com deficiência física”, explica José Antonio, mestre de obra.

Oportunidade - Apesar dos trabalhos nos canteiros de obras seguirem sem atraso, as construtoras ainda anunciam que precisam contratar mais trabalhadores da construção civil, principalmente pedreiros, armadores e ajudantes.

Atualmente em Alagoas, diversas obras estão em andamento e é cada vez mais difícil contratar mão de obra qualificada para a construção civil. Somente na reconstrução das 19 cidades atingidas pelas enchentes dos rios Mundaú e Paraíba, estão sendo reconstruídas pontes, vias públicas, estradas estaduais e vicinais, e contruídas cerca de 18 mil novas casas.

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